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segunda-feira, 9 de maio de 2011

SUGESTÃO DE PAUTA: MOROSIDADE ATRAPALHA IMPORTADORES DE PNEUS

IMPORTADORES DE PNEUS RECLAMAM MOROSIDADE DO GOVERNO:

LICENÇAS DE IMPORTAÇÃO TÊM SIDO DEFERIDAS EM 20 DIAS
Prática era deferimento das licenças em até 48 horas


O presidente da ABIDIPA – Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Produtos Automotivos, Rinaldo Siqueira Campos, queixa-se da demora do Governo Federal na liberação das licenças de importação para a remessa de pneus de outros continentes para o Brasil. De acordo com ele, há um mês, a prática para o deferimento dos produtos passou de 48h para cerca de 20 dias. A liberação das licenças de importação é responsabilidade do DECEX – Departamento de Exportações de Comércio Exterior que é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “Não há motivo aparente para que essa prática tenha sido a adotada. Só podemos deduzir que a manobra faça parte de medidas protecionistas do Governo Brasileiro contra os produtos importados”, considera Rinaldo Siqueira Campos.

A demora no deferimento das licenças de importação pode prejudicar o setor, nos próximos dias. O abastecimento de pneus, no país, já sofre com o abastecimento regular por uma série de motivos: aquecimento nas vendas no mercado nacional e também no exterior, elevação do preço da matéria-prima para a fabricação dos pneus, queda no preço do dólar, por exemplo. Em alguns casos, os produtos fabricados no país não têm conseguido atender à demanda nacional, como pneus para caminhões e carretas, por exemplo. “Os importados têm colaborado no sentido de frear um eminente colapso no abastecimento de pneus no mercado brasileiro. Mas essas medidas do Governo Federal estão na contramão das necessidades e devem prejudicar o país”, aponta Siqueira Campos.

O presidente da ABIDIPA, Rinaldo Siqueira Campos coloca-se à disposição para outros esclarecimentos que se fizerem necessários.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

IMPORTADOS FREIAM COLAPSO NO FORNECIMENTO DE PNEUS NO BRASIL

DE CILLO COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL
ASSESSORIA DE IMPRENSA




PNEUS IMPORTADOS EVITAM COLAPSO NO MERCADO BRASILEIRO, MAS SOFREM BARREIRAS DO GOVERNO
Reajuste da matéria prima foi de 15% nos últimos 30 dias e Brasil já sofre falta do produto

        A ABIDIPA – Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Produtos Automotivos estima que o preço da matéria-prima para a fabricação de pneus sofreu novo aumento, entre Março e Abril. O reajuste, em média, atingiu 15% o que, somado a outros fatores, colocam o país em risco quanto ao abastecimento regular do produto. Outros fatores que pesam para um possível desabastecimento são: crescimento da indústria automobilística nacional e a desvalorização do dólar frente à moeda brasileira. “Não fosse os importadores, o Brasil estaria em situação ainda mais grave”, lembra o presidente da ABIDIPA, Rinaldo Siqueira Campos. Aproximadamente 30% dos pneus consumidos no país são importados.
        Os pneus importados oferecem diversidade de opções e preços e a mesma qualidade em relação àqueles fabricados no país. “As cinco fabricantes que atuam no mercado nacional, em alguns casos também importando produtos para atender à demanda, não conseguiriam atender a demanda brasileira”, garante Siqueira Campos. Hoje, o Brasil conta com mais de 100 importadores em atividade.
        Siqueira Campos também salienta a importância dos importadores para regulação do mercado. “Os importadores ajudam a equilibrar o mercado nacional, oferecem produto de excelente qualidade e ainda credenciam o Brasil para atuar no comércio internacional, abrindo uma via de mão dupla para que possamos oferecer produtos nacionais ao exterior”, exemplifica.
        Os importadores previam reajuste médio de 10%, ao consumidor, a partir de Abril. Em alguns casos esse aumento ainda não foi repassado. “Depende do estoque de cada importador. Aquele que ainda tem pneus estocados consegue segurar o preço que, cedo ou tarde, será reajustado”, afirma o presidente da ABIDIPA.  Os dez maiores importadores do país trazem, por mês, cerca de mil contêineres. Um contêiner significa a entrada aproximada de 1.500 pneus no nosso mercado.
        Outro dado interessante para mostrar a força dos importadores no mercado nacional: Muitas das montadoras que atuam no país só conseguem atender à demanda de suas unidades produtoras por conta das empresas que trazem pneus de outros continentes. Veja alguns exemplos: Os pneus da marca Kumho abastecem as montadoras de carros coreanos; os pneus Yokohama atendem às montadoras japonesas no mercado brasileiro; os pneus Gtradial abastecem a linha de produção nacional da GM; os pneus MAXXIS atendem, com exclusividade, os quadriciclos da HONDA e os automóveis Ford Fusion que entram no mercado brasileiro, mas são fabricados no México; e ainda, os pneus DUNLOP que atendem montadoras européias que atuam por aqui, a Volkswagen, por exemplo.
        Em que pese a comprovada importância dos importados para o mercado nacional, a ABIDIPA lembra que há três anos, os importadores vêm sofrendo com as barreiras impostas pelo governo brasileiro. “Eles sobretaxaram os pneus chineses, o que atingiu 40% dos importadores; criaram barreiras não tarifárias, mas igualmente prejudiciais. Por conta da burocracia, pneus que poderiam entrar no mercado em 72 horas demoram até 12 dias para serem liberados.”, lembra Siqueira Campos que segue exemplificando as dificuldades do setor. “As normas criadas pelo IBAMA para a liberação das licenças de importação não são esclarecedoras e atrapalham o processo”, garante. “Sem os importados, o mercado brasileiro estaria diante de um colapso. Não haveria pneu suficiente para atender à crescente demanda do mercado nacional. Por isso, precisamos da sensibilidade das nossas autoridades”, finaliza.


terça-feira, 15 de março de 2011

REAJUSTE NA MATÉRIA PRIMA PROVOCA AUMENTO NO PREÇO DE PNEUS


DE CILLO COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL
ASSESSORIA DE IMPRENSA

PNEUS VÃO SOFRER REAJUSTE DE PREÇO POR CONTA
DO AUMENTO NA MATÉRIA PRIMA
ABIDIPA afirma que o reajuste da matéria prima foi superior a 100% nos últimos 12 meses
               A ABIDIPA – Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Produtos Automotivos tem mostrado preocupação com o crescente reajuste no valor da matéria prima que serve de base para a fabricação de pneus. Com isso, prevê aumento de preço nos próximos dias. De acordo com a ABIDIPA, o primeiro reajuste, de 10%, deve ser aplicado em Abril. O outro, em Junho, deverá atingir cerca de 6%.
              “Toda a cadeia produtiva deverá ser afetada com o reajuste, pois o aumento no valor dos fretes, por exemplo, deverá ser repassado ao consumidor”, explica o presidente da ABIDIPA, Rinaldo Siqueira Campos.  De acordo com ele, há risco ainda, do mercado brasileiro sofrer com o desabastecimento do produto, nos próximos meses. “O aquecimento do mercado internacional é outro fator que pesa nesse desequilíbrio”, garantiu.
               A borracha e o petróleo são matérias primas básicas para a fabricação dos pneus. De um ano para cá, o preço da tonelada dessa matéria prima, no mercado internacional, subiu de U$ 2.500,00/tonelada para U$ 5.400,00/tonelada. O aumento foi superior a 100%. “Na crise cambial a matéria prima chegou a custar cerca de U$ 1.000,00 e agora convivemos com um aumento que força o repasse”, lembra o presidente.
              O reajuste no preço deve atingir os pneus importados e também aqueles que são produzidos no país. “Para fabricantes ou importadores, a matéria prima vem de fora, portanto todos foram atingidos pela elevação nos preços”, reforça Siqueira Campos.
FALTAM PNEUS PARA CARRETAS E CAMINHÕES NOVOS
                O aquecimento no mercado da Europa e dos Estados Unidos e o reajuste no preço da matéria prima, cotada em dólares, já refletem no mercado nacional.  As montadoras do seguimento de pesados – carretas e caminhões –registram falta de pneus para suprir a demanda há cerca de um ano. “Atualmente, alguns desses veículos tem saído das fábricas e chegado às concessionárias sem pneus”, informa Siqueira Campos.

domingo, 6 de março de 2011

PNEUS VÃO SUBIR DE PREÇO NO BRASIL

Nos próximos dias, pneus importados - e mesmo aqueles fabricados no Brasil - deverão ter reajuste de preço. Os importadores estão preocupados com o constante aumento da matéria prima no mercado internacional e por isso, alertam que o repasse deverá ser feito à partir do mês que vem.
Depois do carnaval, a ABIDIPA  - Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Produtos Automotivos deverá divulgar mais detalhes da situação. Aguardem.

quarta-feira, 2 de março de 2011

REUNIÃO DA ABIDIPA EM SÃO PAULO

Representantes da ABIDIPA - Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Produtos Automotivos estão reunidos hoje, 3, em São Paulo. O encontro tem por finalidade traças novas estratégias dos importadores no que diz respeito à categoria.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

NOVO GOVERNO É A ESPERANÇA DOS IMPORTADORES DE PNEUS

NOVO GOVERNO É A ESPERANÇA DOS IMPORTADORES
CONTRA SUBFATURAMENTO NA ENTRADA DE PNEUS NO BRASIL
ABIDIPA dá exemplos do tamanho do prejuízo com atual tabela de parametrização de preços

                         A ABIDIPA – Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Produtos Automotivos tem renovada a esperança de que o novo Governo Federal possa sinalizar positivamente quanto a mudanças na tabela de parametrização para a importação de pneus para o Brasil. Tanto isso é verdade que a ABIDIPA acaba de enviar comunicado aos órgãos governamentais dando exemplos claros do tamanho do prejuízo que a atual tabela do DECEX – Departamento de Operações de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior representa para o setor e também para os cofres públicos.
De acordo com a associação que representa dezenas de importadores legalmente estabelecidos no país, a atual tabela tem favorecido os importadores de má fé que acabam operando irregularmente. “Aqueles que pagam seus tributos legalmente não têm conseguido competir por conta dessa brecha estabelecida”, reclama o empresário Ricardo Siqueira Campos, presidente da ABIDIPA.
                         Para entender a reclamação dos importadores, basta verificar que o subfaturamento pode atingir índices que vão de cerca de 25% a até 100% dos pneus.  Acompanhe alguns exemplos na simulação especialmente desenvolvida com esse propósito com pneus coreanos da marca NEXEN:

TIPO DE PNEU         QUANTIDADE      PESO      PREÇO REAL    PREÇO TABELA        TOTAL REAL       TOTAL       %
                                                   (USD)               DECEX                                               DECEX        SUBFATURADO


255/60 R18 108H RO-542         370      16,20     72,03                39,24               26.551,10          14.517,47             -45,5
225/35 ZR20 XL 90Y N6000      288      10,88     80,85                26,35               23.284,80            7.589,19             -67,4
265/50 R20 XL 111V RO-HP      256      16,82     85,60                40,74               21.913,60          10.428,94             -52,4
295/35 R24 XL 110V RO-HP       50       18,78   164,78                45,49                 8.239,00            2.274,26             -72,4

                      A sugestão da ABIDIPA, com base nos exemplos acima enviados aos órgãos competentes, é a de que o Governo Federal reveja a tabela de parametrização dos pneus importados. “A sugestão é que a tabela de importação deixe de considerar apenas o peso dos produtos, mas leve em consideração também o aro de cada pneu”, sugere Siqueira Campos.
                     A Associação dos Importadores enviou essa sugestão, mais uma vez, ao Ministério da Fazenda, Secretaria da Receita Federal, Coordenadoria Geral de Administração Aduaneira – COANA e também ao Subsecretaria de Tributação e Contencioso da Receita Federal e aguarda por um posicionamento favorável do Governo.  “Alguns importadores, recebem nota fiscal superfaturada ou utilizam do artifício de trades que fazem a intermediação da importação de mercadorias para trocar os envoices e encaminhar as mercadorias com preços subfaturados e reduzindo impostos e custo do produto”, acrescenta o presidente da ABIDIPA, Rinaldo Siqueira Campos.
                   “É difícil quantificar o prejuízo porque os dados contábeis dessas empresas nem sequer aparecem e seus estoques são voláteis, entram rapidamente e são comercializados na mesma velocidade”, informa Siqueira Campos. A informação é de que algumas dessas empresas fazem importações subfaturadas ou ainda contrabandeadas. Sobre isso, a Polícia Federal também foi comunicada pela ABIDIPA. A associação, com base em denuncias, tem conseguido mapear a rota de entrada de pneus contrabandeados em território brasileiro.

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Contatos para entrevista:
ASSESSORIA DE IMPRENSA
NIVALDO DE CILLO                          
(11)  7744.8728   -   ID 11* 80625

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Jornalista se faz passar por investidor e revela esquema para entrada de pneus irregulares no país

A reportagem (íntegra abaixo) foi veicula pelos veículos de comunicação dos Diários Associados, em Minhas Gerais. Na edição deste domingo, o jornalista Bruno Freitas mostra os detalhes dessa operação.
Acompanhe.
O link é:
http://oimparcial.vrum.com.br/app/301,19/2011/02/06/interna_noticias,43348/recauchutagem-fiscal.shtml



Recauchutagem fiscal

Subfaturamento de pneus via Porto Livre de Montevidéu tem lesado Receita Federal em R$ 350 milhões ao ano. Solução está em revisar preços da tabela de importação
Bruno Freitas - Estado de Minas
Publicação: 06/02/2011 14:52 Atualização: 06/02/2011 17:35


Enviado especial a Montevidéu, Ciudad Del Leste (Paraguai) e Pedro Juan Caballero (Paraguai) - Entre as alamedas e históricos edifícios de Montevidéu, o Porto Livre ocupa toda a costa Oeste da parte velha do município. Instituído na década de 1990, o sistema de incentivo comercial na área portuária permite a livre circulação de mercadorias, sem pagamento de impostos, e prazo indeterminado para armazenagem, como se o proprietário da carga estivesse utilizando um depósito dentro de sua própria empresa. É deste enorme complexo que começa um poderoso comércio de importação subfaturada de pneus que tem lesado os cofres da Receita Federal brasileira em R$ 350 milhões ao ano.

Para conhecer de perto como funciona a importação, a reportagem do Estado de Minas foi até a capital uruguaia e se reuniu com um gerente logístico e um despachante aduaneiro como se fosse investidor interessado no ramo.

No rastro das facilidades
Baixo investimento é uma das vantagens do subfaturamento de pneus via Uruguai. Associação denuncia fronteira paraguaia, com pouca fiscalização, como rota de entrada.

Num dos vários escritórios da cidade velha de Montevidéu, mundialmente conhecida pelo churrasco de Parilla e atualmente marcada pela maciça presença de veículos de fabricação chinesa nas ruas (e no próprio porto), os engravatados agentes portuários não hesitaram em oferecer duas possibilidades de negócio a um desconhecido, porém aparentemente abastado interessado: importar os pneus já com a nota fiscal subfaturada ou utilizar trades, empresas intermediárias que fazem a troca de notas fiscais, no próprio Uruguai, em Miami ou no Panamá.

As principais vantagens do subfaturamento de pneus importados, ressaltaram os agentes portuários, estariam no baixo investimento — cerca de US$ 50 mil para um lote inicial de seis a oito contêineres, contra US$ 90 mil que seriam necessários para importar por um porto brasileiro, fora a possibilidade de estoque e entrega dos pneus a curto prazo.

Do Uruguai, os componentes enviados pelos profissionais poderiam chegar ao Brasil por navio, sendo reexportados sem o pagamento de taxas, ou em caminhões, entrando no país pelo Rio Grande do Sul, uma das rotas denunciadas pelo presidente da Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Produtos Automotivos (Abidipa), Rinaldo Siqueira Campos. “Parte da carga de pneus subfaturados que entra no Brasil passa pela Argentina e Paraguai, o que só faz sentido driblando os impostos destes países. Outra parte dos pneus entra no Brasil sem os documentos fiscais, sendo estes direcionados ao empresário paraguaio Nabil Chamsedinne”, afirma o executivo.

Esquema A Abidipa aponta a Sunset S.A.C.I.S., empresa de Chamsedinne, como principal importadora de quase 2 milhões de pneus subfaturados, principalmente de origem asiática, no Paraguai, em 2010. A denúncia foi protocolada à Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, Receita Federal e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), em documentos ao qual o Estado de Minas teve acesso. Nos ofícios, o presidente da Abidipa relata que o esquema de Nabil teria começado há cerca de três anos, com uma média de três contêineres importados ao mês e hoje alcançaria a incrível marca de 200 contêineres mensais. “Cerca de 10 empresas fazem a distribuição dos pneus dentro do país. Essas empresas duram em média seis meses para não serem alcançadas pela Receita Federal”, alega Campos.

Uma das empresas, que estaria envolvida, é a Distribuidora de Produtos Pneumáticos Titan Ltda, com sede em Belo Horizonte. A situação cadastral da empresa junto ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), no entanto, está suspensa desde 6 de dezembro de 2010.

Entre as marcas de pneumáticos citadas na denúncia estão Clear, Maxxis, Wanli, Good Ride, Rotalla, Ling Long e West Lake. Na Impar (Importadora Paraguaya S.R.L.), outra empresa de Chamsedinne que funciona numa das vias de maior tráfego de Ciudad Del Leste, são oferecidos pneumáticos das quatro últimas marcas da lista. A segurança da loja, como em outras empresas do Paraguai, é reforçada por homens armados com escopetas.
Na importadora Inpar, uma das empresas de Chamsedinne, em Ciudad Del Leste, a segurança é feita com homens armados com escopetas (Beto Magalhães/EM/D.A PRESS)
Na importadora Inpar, uma das empresas de Chamsedinne, em Ciudad Del Leste, a segurança é feita com homens armados com escopetas


Fácil entrada Do Paraguai, os pneus do esquema da Sunset entrariam no Brasil por caminhões carregados por contêineres pela Ponte da Amizade, onde a fiscalização da Receita Federal aborda somente veículos suspeitos, ou por Pedro Juan Caballero, cidade marcada pelo forte comércio de produtos eletrônicos e cuja fronteira com o Brasil é delimitada por ruas de livre acesso, em que o pagamento de impostos é facultativo. “Segundo o Sr. Nabil, toda essa operação é protegida e tem a conivência de autoridades fiscais e policiais de ambos os países envolvidos”, garante Rinaldo.

Ao Estado de Minas, Nabil Chamsedinne disse estar surpreso com a denúncia. “Somos uma exportadora de pneus e trabalhamos no segmento há mais de 25 anos. Não temos nenhuma empresa comercial no Brasil. O que fazemos é vender para importadores brasileiros, e eles devem estar de acordo com a regulamentação do país. Não tenho conhecimento de como eles fazem a importação dos pneus, não tenho nada no Brasil nem moro lá. Quem deve fiscalizar isso é a Receita Federal e a Polícia Federal”, defende o empresário.

Solução Tanto importadores, que cumprem obrigações fiscais, quanto fabricantes de pneus instalados no país têm sido prejudicados com o subfaturamento, afirma o presidente da Abidipa. “A solução é que a tabela de preços para concessão de licença de importação, emitida pelo Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex), órgão do Mdic, deixe de considerar apenas o quesito peso, que não leva em conta uma série de fatores, como o aro de cada pneu. Os atuais parâmetros estabelecidos pelo Decex são facilmente burlados por importadores de má-fé”.

Rinaldo, que também é proprietário de empresa de importação e distribuição em Brasília, cita como exemplo de subfaturamento o preço de um pneu aro 13 importado com e sem nota fiscal adulterada. “A prática tem possibilitado que a medida, muito utilizada em carros mais simples, chegue ao Brasil por até US$ 15,06. Só que o preço mínimo de mercado deste tipo de pneu é US$ 22,01, uma diferença de cerca de 30%”. A desigualdade fica ainda maior entre os pneus de aros 15 a 24, que chegam a custar a metade nas notas fiscais. “Principalmente nos pneus de alta performance, a partir do aro 17, a discrepância entre o preço real e o subfaturado alcança 100%”, diz Campos.

Para o Mdic, uma análise estatística mais apurada da importação dos pneus depende da indústria nacional. O órgão sugere, via assessoria de imprensa, que os fabricantes solicitem ao Departamento de Negociações Internacionais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) que leve a discussão sobre a definição de preços dos pneus por meio de peso ao âmbito do Mercosul. “Assim a Nomenclatura Comum do Mercosul seria mais detalhada, o que possibilitaria o acompanhamento mais preciso sobre cada um dos tipos de pneus”, informa o Mdic. 

Caminho do crime
Como os pneus subfaturados chegam ao Brasil, conforme a denúncia da Abidipa


Na maioria asiáticos, os pneus chegam ao Uruguai de navio, em contêineres, e desembarcam no Porto Livre de Montevidéu (Beto Magalhães/EM/D.A PRESS)
Na maioria asiáticos, os pneus chegam ao Uruguai de navio, em contêineres, e desembarcam no Porto Livre de Montevidéu


Do estoque do Porto Livre de Montevidéu, parte dos pneus seriam enviados ao Brasil em caminhões sem as notas fiscais, estas encaminhadas ao empresário paraguaio Nabil Chamsedinne. Outra parte dos pneus seguiria de caminhão para o Paraguai passando pela Argentina (Beto Magalhães/EM/D.A PRESS)
Do estoque do Porto Livre de Montevidéu, parte dos pneus seriam enviados ao Brasil em caminhões sem as notas fiscais, estas encaminhadas ao empresário paraguaio Nabil Chamsedinne. Outra parte dos pneus seguiria de caminhão para o Paraguai passando pela Argentina


Do Paraguai, os caminhões chegam ao Brasil passando pela Ponte da Amizade, entre Ciudad Del Leste e Foz do Iguaçú (PR), e por Pedro Juan Caballero, cujas ruas e avenidas tem acesso livre à Ponta Porã (MS). Para cada quatro contêineres que atravessam a fronteira, apenas um ou dois recolheriam tributos para disfarçar e legalizar a operação (Beto Magalhães/EM/D.A PRESS)
Do Paraguai, os caminhões chegam ao Brasil passando pela Ponte da Amizade, entre Ciudad Del Leste e Foz do Iguaçú (PR), e por Pedro Juan Caballero, cujas ruas e avenidas tem acesso livre à Ponta Porã (MS). Para cada quatro contêineres que atravessam a fronteira, apenas um ou dois recolheriam tributos para disfarçar e legalizar a operação


No Brasil, empresas que teriam adquirido os pneus oriundos da importação fraudulenta receberiam a carga (Beto Magalhães/EM/D.A PRESS)
No Brasil, empresas que teriam adquirido os pneus oriundos da importação fraudulenta receberiam a carga

 (Beto Magalhães/EM/D.A PRESS)